| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | S. melanoleucus |
O gavião-pato é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. Também é conhecido como águia-viúva, gavião-branco, apacanim-branco, apacanim-jandaia, águia-solitária, apacanim-solitário.
Seu nome científico significa: do (grego) spizas = falcão; e aetos = águia; e do (grego) melas = preto; e leukos = branco; melanoleucos = preto e branco. ⇒ Falcão águia preto e branco.
Mede de 51 a 61 cm, com envergadura de até 117 cm, e pesa entre 700 e 800 g. Apresenta plumagem branca na cabeça, nuca, região superior do dorso e as asas são cinza escuros, quase negros. No alto da cabeça há um diminuto topete preto em forma de coroa; esta espécie apresenta ainda uma máscara preta que contrasta e destaca a íris amarela, enquanto os tarsos são completamente emplumados (Sick, 1997).
Não possui subespécies.
Captura principalmente aves: tucanos, papagaios, periquitos, maitacas e urus. Também se alimenta de répteis, anfíbios e mamíferos pequenos.
Constrói o ninho na alto das árvores de grandes emergentes, podendo atingir 1 metro de diâmetro. Os filhotes obtêm a plumagem de adulto ao término da primeira muda com um ano de idade (Howell & Webb, 1995). Assim como os outros rapinantes semelhantes, os jovens desta espécie são dependentes dos adultos até um mínimo de um ano de idade, não se afastando do ninho durante esse período.
Esta espécie é encontrada nas bordas de florestas conservadas e com pouca alteração causada pelo homem, e também em matas de galeria e no cerrado. O gavião-pato é encontrado durante o dia e geralmente sozinho ou em pares. Costuma voar muito alto, tendo assim uma visão perfeita do solo. Quando das alturas localiza sua presa, mergulha em um voo certeiro sobre ela.
Ocorre na região neotropical, tem uma ampla, embora descontínua, distribuição, ocorrendo desde o México à Argentina; é considerado escasso na maioria dos locais de ocorrência (Ferguson-Lees & Christie, 2001). De acordo com a Birdlife International (2009), das três espécies brasileiras do gênero Spizaetus, o gavião-pato tem a mais reduzida área de distribuição e é considerado o mais raro. Porém, tem sido mais registrado que o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus).
No Brasil, também possui ocorrência esparsa, ocorrendo nos estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Mikich & Bérnils, 2004).